Relato da observação na Serra da Freita em 08/09/07

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taquepareu
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Relato da observação na Serra da Freita em 08/09/07

Mensajepor taquepareu » 10 Sep 2007, 15:12

Hola.
Deixo-vos aqui un relato de la observacion q organizei aqui en Portugal. Lamento estar en portugués, espiero q lo entiendam :)

Depois de cerca de 3 semanas para preparar um encontro, eis q chegou o momento de carregar a mala do carro e fazermo-nos à estrada.

As previsões não eram as mais favoráveis. Cá pelo norte algumas nuvens aliadas a uma intensa neblina previam o pior cenário. No entanto fomos na esperança de conseguir alguns bons momentos por entre os intervalos das nuvens altas q esperávamos encontrar na Serra da Freita.

O Paulo Aguiar foi o primeiro a chegar ao local, já com a intenção de vaguear pela serra para avaliar os pontos previamente seleccionados e tb ele procurar por alternativas q lhe parecessem mais favoráveis. Eram perto das 16h qd entramos em contacto e me referiu q o céu estava essencialmente limpo, apenas com algumas nuvens altas e uma neblina no horizonte q em nada comprometia as observações. Um bom prenúncio, sem dúvida :D

Por volta das 17h30, já com a mala carregada e depois de passar por casa do meu primo Emanuel, fiz-me finalmente à estrada a caminho da serra. Cheguei ao restaurante 45 minutos depois, com tempo suficiente para tb eu dar mais uma vista de olhos por zonas q ainda não tinha explorado. Tentei contactar o Paulo Aguiar para saber por onde andava mas as dificuldades de comunicação q previa eram reais. Resolvi avançar p a costa este da serra e uns km depois não foi difícil chegar à conclusão q o melhor local era sem dúvida o ponto 1, na costa sul.

Este:

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De regresso ao restaurante, já perto das 19h, encontrei o Rogério e a namorada Marta. Éramos já 4, o grupo começava a formar-se. As dificuldades de comunicação mantinham-se pelo q resolvemos literalmente ir à procura de rede uma vez q estava pessoal na estrada q não sabia o caminho p a serra. Consegui finalmente contactar com o Paulo Aguiar. Tinha tido um problema com o carro pelo q ia chegar atrasado. Entretanto o Bernardo (dUbeni) estava quase a chegar ao restaurante onde o Cláudio já estava à nossa espera. Pouco tempo depois chegou o Miguel Lopes e a esposa Sónia. Com a ajuda do GPS não tiveram qq dificuldade em chegar :)
Trouxeram uma boa notícia: O João Cruz (xumaxer) vinha a caminho com o seu C11 :D
Com o problema do carro resolvido, o Paulo lá chegou tb a tempo de uma boa refeição. O Bruno chegou a tempo ainda de um café e dois dedos de conversa.

Eis o registo fotográfico do jantar:

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Da esquerda para a direita: Eu e o Rogério

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O Bruno e o Miguel Lopes

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Marta, namorada do Rogério e Sónia, a esposa do Miguel Lopes

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O meu primo Emanuel, com o Bernardo (dUbeni) e o Cláudio

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O Paulo Aguiar

Pouco antes das 21h, de barriga cheia, resolvemos partir p o q realmente interessava. A noite já se fazia notar pelo q nos aguardava a difícil tarefa de montar e alinhar os equipamentos à luz das lanternas vermelhas. De comum acordo, partimos todos em direcção ao ponto 1 numa caravana de 7 carros, onde chegamos cerca de 10 minutos depois.

O primeiro impacto foi mt bom: se bem q ainda não tínhamos uma visão totalmente adaptada p a noite, o céu aparentava ser bastante escuro com a Via Láctea bem visível, um campo de visão fantástico e, mt importante, espaço p todos :-D
No entanto, qd saímos dos carros deparamo-nos com bastante vento vindo de norte e frio, mt frio. Como qq bom astrónomo, toda a gente vinha preparada p o efeito. Os casacos foram portanto o primeiro “equipamento” a ser usado 8)
Conseguiu-se estimar um céu com magnitude superior a 6, um seeing de 5 em 10 e o ar estava muito seco, completamente sem humidade. Alguma neblina a poente limitava um pouco a observação dos objectos abaixo de 30º. De resto, as nuvens altas eram escassas e não comprometeram as observações.

Colocados os carros estrategicamente lado a lado, de frente p o sentido do vento e com a mala aberta, conseguimos uma protecção eficiente e um excelente abrigo p montar os telescópios. Chegava a hora da sempre difícil mas compensadora tarefa de montar os equipamentos, fazer os alinhamentos, etc. Com a vantagem de possuir um dobsoniano, fui o primeiro a estar pronto p as tão desejadas observações 8)
Curiosamente não foi sequer necessário fazer qq colimação. As lentes estavam com um alinhamento quase perfeito. Q alívio, pensei eu. Sem um colimador laser, a tarefa não ia ser fácil pelo q resolvi nem tentar melhorar. Entretanto o tlm toca: era o João Cruz (xumaxer). Já estava perto mas precisava das coordenadas certas p vir ao nosso encontro. Mais um GPS em serviço ;)

Lembro-me de ter olhado p o relógio e serem 21h30 qd a grande maioria dos telescópios já estava em devido funcionamento.

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Cláudio com o seu ETX70.

Infelizmente o Cláudio não conseguiu alinhar correctamente a montagem do seu equipamento pelo q se limitou a observar sem o auxílio do Goto. Teve a oportunidade de ver alguns objectos impossíveis nos céus da zona onde vive (arredores de Guimarães) com este “little guy”. Mais uma prova q a qualidade do céu conta muito. Sempre q podia, fazia uma ronda pelos outros equipamentos.

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Bernardo e o seu Newton Vixen de 114mm.

Mais uma prova q os céus escuros marcam toda a diferença. O telescópio do amigo Bernardo (dUbeni aqui p os amigos do fórum) debitou uma excelente imagem de M17, a Nebulosa da Lagoa, apesar de este objecto na altura se encontrar relativamente baixo e no meio de alguma neblina.

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Paulo Aguiar com o seu Mak Skywatcher de 127mm.

No meio da caça aos objectos, sempre q queríamos observar Júpiter só tínhamos q nos deslocar até este telescópio. O Paulo montou, alinhou e apontou p o grande planeta e deixou o tracking a funcionar enquanto fazia a ronda pelos outros equipamentos. Impressionante a credibilidade deste sistema. Talvez uma hora se passou no intervalo das duas ocasiões q observei pelo seu Mak e o planeta continuou bem no centro da ocular sem ser preciso nenhuma correcção. Mt bom. Só foi pena ter-se sentido alguma turbulência atmosférica na altura em q Júpiter estava num ponto mais favorável, o q impediu grandes aumentos.

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O Rogério de volta da montagem da sua mais recente aquisição, o C8, com o auxílio da Marta.

O rogercrespo teve azar. Um problema na montagem limitou-lhe a noite. Bem equipado com o seu portátil, estava preparado p fazer alguns registos fotográficos. Infelizmente ficou-se pela observação. P a próxima prometeu levar o dobson de 12”.

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Aqui estou eu com o meu canhão XTi 10”

Uma boa abertura aliada à simplicidade da montagem e à qualidade de um céu com magnitude superior a 6 só podia resultar numa noite em cheio. Vários “fuzzies” foram observados com a ajuda de um buscador EZfinder expressamente comprado p a ocasião, uma vez q o buscador Telrad e o Skyatlas não iam chegar a tempo. Foi uma aposta em cheio :sunny:
Com um buscador típico 9x50 de ângulo recto, o starhoping é, na minha opinião, mt mais complicado. Com o Ezfinder é quase q uma brincadeira. Consegui inclusive detectar a M17 numa situação de fraca visibilidade das estrelas de referência, já q Sagitário estava relativamente baixo no horizonte, mergulhado ainda na neblina q se fazia sentir. Com o Telrad e o Skyatlas prevejo ainda mais facilidades. Recomendo qq buscador do tipo red point.

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O Miguel Lopes e a mala do seu carro carregado com o C6.

Infelizmente não consegui uma foto com o Miguel e o seu equipamento montado. Facto irrelevante. O equipamento esteve na verdade mt activo e à disposição de todos. Apesar de uma abertura mais limitada, o C6 proporcionou sempre excelentes imagens, mts vezes puxadas ao máximo, como a dupla dupla de Lyra. Os enxames e várias nebulosas completaram o "cardápio".

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O meu primo Emanuel junto ao meu equipamento.

Há uns dias atrás encontrei o Emanuel num bar aqui em Paços. Na ocasião tinha acabado de tirar a melhor foto q consegui à Lua e como estava com a máquina resolvi mostrar-lhe. Foi o início de uma longa conversa sobre esta nossa actividade. Mostrou-se bastante interessado e por isso convidei-o p vir a este encontro. Passou a noite a observar nos vários telescópios, sempre com os meus binóculos ao pescoço e a fazer as perguntas normais de um comum curioso. Teve inclusive a oportunidade de manusear o meu dobson. Não se saiu nada mal ;-)

A dada altura senti q faltava qq coisa… Mais carros q equipamentos? Pois, faltava um: o do Bruno. Rapidamente a situação foi esclarecida: esquecera-se dos pesos p a montagem do seu C6 newtoniano. Que grande galo! Foi realmente uma pena e não dá p imaginar a enorme frustração q deve ter sentido. Mas concerteza chegou rapidamente à conclusão q a noite não estava de maneira alguma perdida. A quantidade, variedade e qualidade dos equipamentos à disposição proporcionaram uma experiência única e inesquecível.

O C11 do João entretanto lá chegou. Q monstro. Era difícil não ser o centro das atenções. Não concordam?
Senão vejam:

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É realmente uma experiência única observar por este canhão estelar. A qualidade, nitidez e brilho das imagens, aliadas à fiabilidade da montagem, tornam bem empregue todos os euritos q este setup vale. Um sonho p muitos q ali estavam presentes, garanto. Foram vários os objectos observados com a ajuda de um Goto apuradíssimo. Faziam-se filas p se ter a oportunidade de observar objectos como mts nunca viram.

No decorrer da noite o vento abrandou até se tornar praticamente nulo, o q fez atenuar um pouco o frio q se fazia sentir. Infelizmente não ficamos tão longe da estrada como parecia e de facto havia algum trânsito, a mais p o local q era. Como não havia qq iluminação pública evidentemente q os carros transitavam com os máximos ligados, o suficiente p prejudicar a adaptação dos olhos ao escuro. Lá nos fomos habituando a essa intempérie até q um carro se aproximou invulgarmente de nós. Será um intruso? Ou um simples curioso? As dúvidas foram imediatamente dissipadas a partir do momento em q desligou as luzes à medida q se aproximava cada vez mais do nosso grupo. Afinal, faltavam ainda 2 elementos q tinham confirmado a presença e q ainda não tinham dado sinal. Era um deles, o Rui Santos do Grupo Polaris, acompanhado do amigo Paulo. À lista dos equipamentos em serviço juntou-se um Meade LXD55 de 8”.

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O Rui com o LXD5 8” e a prova de q realmente estava mt frio.

O Rui foi o último a chegar mas em contrapartida acho q foi o último a sair, juntamente com o amigo Paulo. Dedicaram-se essencialmente à astrofotografia em piggyback. Aguardo entretanto por alguns trabalhos efectuados e espero um dia publicá-los aqui. De resto foi bom ver um equipamento igual a um q já possuí a trabalhar como deve ser :)

E assim estávamos nós a aproveitar cada momento p trocar experiências, equipamentos e acessórios e ao mm tempo a desfrutar de um céu bastante bom. Enquanto uns observavam e outros conversavam, o João, com a ajuda de um laser verde, deu uma pequena aula ao Emanuel mostrando algumas constelações visíveis na ocasião, bem como os nomes das principais estrelas e outros objectos de interesse. Fez um verdadeiro roteiro pelo céu.

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Depois de cerca de 4h de intensa actividade e com a neblina a apertar, estava na hora da parte mais difícil: arrumar tudo novamente na mala do carro. Mas como disse e bem o amigo Bernardo, já faz parte. E depois de uma noite tão agradável, os equipamentos eram arrumados com um enorme sorriso de satisfação.

Era então tempo da foto do grupo. Peço desculpa pela má qualidade mas na altura não tive a percepção q as fotos iam sair assim tão más :(
As meninas entretanto ficaram no quentinho dos seus carros.

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Da esquerda para a direita: João Cruz, Paulo Aguiar, Emanuel Santos, Rogério Crespo, Cláudio Ribeiro, Paulo Santos, Bruno Novo, Rui Santos, Paulo, Miguel Lopes e Bernardo de Andrade.

Tivemos assim um total de 13 participantes (um número q por sinal deu sorte) com 8 telescópios em funcionamento: Etx 70, Newton Vixen 114, Mak Skywatcher 127, C6, C8, LXD55 8”, XTi 10” e C11.

Chamo a especial atenção pelo esforço do Bernardo q veio de Cascais e do João Cruz q veio de Leiria. Ambos se sujeitaram a uma longa viagem p se juntar a nós. Uma verdadeira prova do quão importante é p eles esta actividades e é por esta mostra de dedicação q vale a pena continuar e repetir este tipo de experiências. Obrigado pela vossa contribuição no encontro ;-)

E assim terminou mais um encontro de astrónomos amadores com a agradável sensação q tudo correu pelo melhor e q valeu a pena todo o esforço e tempo dispensado. Resta-nos agora esperar por uma nova oportunidade. Espero tb q toda a organização tenha sido eficiente e q não haja nada a apontar.

P finalizar em grande, já a caminho de casa o meu primo confessou-se: “Já estou viciado. Adorei. Espectacular.” Resultado: passei a viagem a explicar-lhe os passos a tomar até comprar um telescópio :D


Saludos
Última edición por taquepareu el 10 Sep 2007, 17:45, editado 1 vez en total.
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Mensajepor mack » 10 Sep 2007, 17:34

Estupenda review. Es interesante tomar nota tan detallada y con tantas fotografías de aquella noche de observación, pues el día de mañana seguro te alegras de volver a leerla y recordar esos momentos. Yo antes también lo hacía, menos extenso, pero lo hacía.

Enhorabuena por haber enganchado a tu primo, así ya tendrás otro colega cercano con el que juntarte cuando estés con mono de Astronomía.

Saludos

P.D.: A ver cuándo os venís a otra observación a Calar Alto (Andalucía -Almería-). Una noche coincidimos allí con Filipe Alves y otro señor del grupo Atalaia llamado José Ribeiro que era aficionado a la Espectrografía de estrellas.
http://www.atalaia.org/pessoas.php?PHPSESSID=b4479f55897047438fe4406dd572d632
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Mensajepor alexdonet » 10 Sep 2007, 17:41

Excelente crónica Paulo!! muito obrigado

Estaría muy bien una quedada España-Portugal algún día :D

Cumprimentos

PD: Me encanta la "super bock"
http://www.asociacionhubble.org - Si te caes...vuelve a levantarte y mira al cielo...

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Mensajepor taquepareu » 10 Sep 2007, 17:43

Si mack, los conheço de la mail list de discussion pero no pessoalmente. El grupo de la atalaia es muy bueno e muy activo, sin duda. Pero estão a mas de 300km de mi casa :?
Hay sabido q fueram a Calar alto.

PD: Me encanta la "super bock"

jejejeje
A mi también alexdonet :razz:
Saludos
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Mensajepor javi_cad » 10 Sep 2007, 18:43

Estupenda crónica, se nota que lo pasásteis muy bien.

saludos

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teteca
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Mensajepor teteca » 10 Sep 2007, 19:18

Gracias por compartir esa magnífica noche de observación con todos nosotros.
Como dice alexdonet, ¿para cuándo una hispano-portuguesa?
Nuestra propia luz, nos afecta la capacidad para poder ver.

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